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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Carta Para Afras - Divã Final


Esse é o ultimo capitulo da série DIVÃ que fiz de Carta para Afras. Ao longo dos seus 27 capitulo eu pude um pouco brincar com as neuras e as necessidades que temos em comum de estar vencendo a cada obstáculos da vida por mais complicado e estranhos que eles pareçam. Às vezes rir das próprias desgraças parece ser a única coisa que sobra para as pessoas que estão sempre batalhando de uma maneira feroz atrás de seus objetivos. Uma coisa comum na historia da arte é que o autor de certa forma deixa transparecer um pouco do seu alter ego em suas criações, e isso não poderia ficar fora de minhas artimanhas também. Tudo bem que nunca precisei ficar deitado em um Divã de um psiquiatra contando minhas neuras, mas também posso garantir que quase cheguei perto, e se não tive o ato como concreto só Deus sabe o porquê.
            Desenhar, escrever e criar é algo que talvez tenha segurado a barra de muitas coisas. Depois do advento da internet e dos blogs, talvez nós, as pessoas de bem, tenhamos encontrado um canal “livre” para expormos os nossos pensamentos em forma de arte e enquanto houver inspiração a semente será plantada.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um poema de Cecília Fidelli - Com certeza



Papeis com velhos versos
Já estão muito amarelos?
Foram para uma prateleira?
Hoje, pensamentos correm ligeiros.
Só e-mails, torpedos...
É como se não tivéssemos mais endereço postal.
Em instante, escrevo, exponho.
Em instantes recebo.
Mas, o mundo esta mais verdadeiro?
Tecnologia seria remédio para o tédio?
Solução para a solidão?
Hoje, todo cidadão tem pão?
Na essência, o homem abandonou
A hipocrisia, vive mais.
Alegria?
Vou ser honesta com você:
Não abandonei o papel e a caneta
Nem por isso sou infeliz.

(Cecília Fidelli)

Carta Para Afras - Divã 23

sábado, 25 de dezembro de 2010

Diário de uma criança que não nasceu



15 de outubro – Hoje teve inicio minha vida. Papai e mamãe não o sabem. Eu sou menor que uma cabeça de alfinete, contudo sou um ser independente. Todas as minhas características físicas e psíquicas estão já determinadas. Por exemplo, eu terei os olhos do papai, os cabelos castanhos ondulados da mamãe. E isso também é certo, eu sou uma menina.

19 de outubro – hoje começa a abertura de minha boca. Dentro de um ano poderei sorrir, quando os meus pais se inclinarem sobre o meu berço. A minha primeira palavra será: mamãe.
P.S. Seria verdadeiramente ridículo afirmar que não sou um ser humano na minha essência, mas somente uma parte de minha mãe.

25 de outubro – O meu coração começou a bater. Ele continuara sua função sem jamais parar, sem descansar até o fim da minha vida. De fato é isso um grande milagre!

02 de novembro- Os meus braços e minhas mãos começam a crescer. E continuarão a crescer até ficarem perfeitos e fortes para o trabalho: isso requererá algum tempo, mesmo depois de meu nascimento.


12 de novembro – Agora nas minhas mãos estão despontando as unhas. Com minhas mãos apoderar-me-ei do mundo e participarei das fadigas dos homens.

20 de novembro – Hoje, pela primeira vez, minha mãe percebeu pelo seu coração que me trás em seu seio. Quem sabe a sua grande alegria!

28 de novembro – Todos os meus órgãos estão completamente formados. Eu estou muito grande.

12 de dezembro – Cresceram-me os cabelos e as sobrancelhas. Oh! Como ficara contente minha mãe com sua filhinha!

13 de dezembro – Logo mais poderei ver. Porem os meus olhos ainda estão costurados por um fio. Luz, cor, flores...como deve ser magnífico! Sobretudo enche-me de alegria o pensamento que deverei ver minha mãe...Oh! se não tivesse que esperar tanto tempo! Ainda mais seis meses...


24 de dezembro – O meu coração está pronto. Deve haver crianças que nasceram com o coração defeituoso. Neste caso precisam se sujeitar a dedicadas intervenções cirúrgicas para corrigir os defeitos. Graças a Deus o meu coração não tem anomalia nenhuma e eu serei uma menina cheia de vida e de força. Todos ficarão alegres com o meu nascimento.

28 de dezembro – Hoje minha mãe me assassinou!!!

(M.Schwab – Do livro – Diário de uma criança que não nasceu -)

Carta Para Afras - Divã 22

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Artesanal Coloreds

Obviamente essa denominação não existe você só irá mesmo encontrar no meu blog (ex blog do boca suja fanzine). Como todos sabem, eu sempre gostei de desenhar embora, não tenha me dedicado ferozmente a arte do desenho em todo a sua plenitude, desenhar sempre foi minha paixão desde criança, afinal qual a criança que não gosta de desenhar?
Quando o fato muda para colorir o desenho aí tudo muda. Existem varias técnicas de pintura que vão desde canetas hidrográficas profissionais e lápis de cor, até os mais avançados programas de design gráficos. Só que para meus desenhos manterem sempre aquela alma de criança, dos desenhos que a gente fazia nos cantos dos cadernos durante as aulas chatas eu jamais poderia usar um programa gráfico para pintá-los ou também usar técnicas refinadas, seria algo completamente fora de propósito até porque eu nem sei usar técnicas refinadas, então diante disso nada mais natural do que usar o antigo e charmoso lápis de cor mesmo.  Sim, o velho lápis de cor que a gente compra em qualquer lojinha do bairro, aí é só começar a colorir do jeito que a gente gosta, sem se preocupar com técnica ou o quer que seja.
Artesanal Coloreds é somente mais uma brincadeira de bom gosto, se os adultos não gostarem pelo menos as crianças tenho certeza que gostarão, na verdade eu estou aqui é pra me divertir mesmo, nossa vida cotidiana já nos trás muitos aborrecimentos. 

Carta Para Afras - Divã 18

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Carta Para Afras - Divã 10

Carta Para Afras - Divã 9

Carta Para Afras - Divã 8

Carta Para Afras - Divã 7

Carta Para Afras - Divã 6

Carta Para Afras - Divã 5

Carta Para Afras - Divã 4

Carta Para Afras - Divã 3

Carta Para Afras - Divã 2

Carta Para Afras - Divã 1

Na internet nada morre para sempre

Sou eu novamente já que não desisto nunca. Acabaram com o meu antigo e adorado Blog do Boca Suja Fanzine, rackearam minha conta e colocaram fim em um trabalho de mais de dois anos, sim, um longo tempo de postagens e matérias afins que tomaram grande parte do meu tempo, não reclamo do trabalho que tive porque sempre fiz isso com muito prazer, só não compreendo o que leva uma pessoa a tomar uma atitude do tipo, destruir algo simplesmente por destruir. Na verdade a resposta é bem simples, somos humanos e humanos fazem esse tipo de coisa, isso é coisa típica de nossa raça, esse negócio de destruir, matar, acabar isso é com a gente mesmo.
Vou recomeçar esse blog com outro nome já que o do Boca Suja fanzine morreu, ou seja, foi devidamente assassinado, mas como na internet nada morre para sempre estou aqui novamente com um blog de nome diferente, porem, colocando as mesmas coisas do outro. Espero que os meus amigos que me seguiam no outro também sigam nesse, e assim vamos tentando ter nossas vidas normalizadas novamente