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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Meu capitão


Meu capitão

Soldados de batalhas infindáveis
Homens bravos de tempos de outrora
Hoje jazem em túmulos semi-eternos
Se preparando para outra volta
Eu fiz parte dessa tropa
Comandei, lutei e morri
Venci batalhas e perdi outras mil
Vi meu sangue e de meus comandados
Molhar a terra a qual nosso corpo carnal voltaria.

Por vontade superior, aliado a um desconhecido merecimento
Renasci primeiro que meus companheiros de caserna, com a missão de enfrentar as batalhas do mundo em que vivo hoje.

Mas, no fundo do meu EU
Estranhas recordações palpitam
Promessas que o véu do esquecimento veio cobrir.
Estranha sensação.

Abrem-se as cortinas do mundo que desconhecemos, desdobramento eu digo.
Vejo meus amigos, fisionomias tristes e cadavéricas, ainda cumprindo uma dura missão.
Mente  ofuscada estou.
Distribuo fardamentos e promessas para uma nova batalha de crescimento.
Continência e seriedade.
Mesmo la, alguns ainda não aprenderam, diante da indisciplina afirmo:
Quem eu sou?
Meu capitão! Um responde.

(Laerçon J. Santos)




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