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domingo, 26 de junho de 2011

Um Poema by Cecilia Fidelli


Só envelhecemos, quando vemos na vida,
apenas sofrimentos muito grandes.
Quando ignoramos que só o tempo
é o remédio mais eficaz pra todos os males.
Só envelhecemos, quando só temos lágrimas
e não sorrisos para oferecer.
Quando não aprendemos a ser compreensivos.
Só envelhecemos, quando trocamos a paz íntima,
pela insatisfação total e preservamos a vaidade.
Quando estamos morrendo pensando
em prestar contas e em acertar contas.
Só envelhecemos, quando temos pensamentos
mórbidos de fracasso$ e não reconhecemos
que sair derrotado da vida,
é não termos perdoado alguém,
ou não soubemos pedir perdão.
Só envelhecemos, quando não temos
consciência de que nada trouxemos ao
mundo quando chegamos, que nada
nos pertence, nada, e que é assim
que mais dia, menos dia vamos deixá-lo.
Só envelhecemos quando juntamos
apenas referências da juventude
mas não conservamos nosso espírito jovem.
Só envelhecemos, se não nos conduzirmos
por estradas que nos transformem
para melhor.
Só envelhecemos, quando não achamos mais graça
em jogar conversa fora, em catar conchinhas
na beira da praia, quando não consultamos mais
as crianças, sobre as ingenuidades da vida.
Só envelhecemos, quando nos sentimos
literalmente velhos.
Quando olhamos no espelho e só vemos beleza,
nas mãos de um cirurgião plástico.
E isso, certamente, nem depende de idade.
Só envelhecemos quando colocamos a mente
em lugar errado, em hora errada.
E ainda, só envelhecemos,
quando não esperamos mais pelo amanhã.
(Cecília Fidelli) 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Grilo



O grilo

Que coisa mais esquisita vou contar
Um amigo me chamou, para ouvir um grilo cantar
Naquele velho deposito de um mercado ao qual trabalhamos
Era raro ver um grilo cantando
Meu amigo alegre no trabalho vai me chamar, para ouvir um grilo cantar
Achei estranho o convite, mas aceitei prontamente
Afinal, não era freqüente alguém me convidar
Para ouvir um grilo cantar.
Falou-me melancolicamente, da onda freqüente
De o mundo desmatar.
Destruição das florestas, moradas dos animais, reino natural
Dos bichos e grilos.

Que coisa mais esquisita vou contar
Um amigo me chamou, para ouvir um grilo cantar
Falei-lhe que em minha infância
No bairro onde ainda moro, no tempo em que era simplório
Havia lagoas, rãs e sapos
E eu me divertia ao dormir, ouvindo os sapos cantarem
Hoje naquele velho deposito de um mercado ao qual trabalhamos
Ouvimos o triste soluçar
De um grilo cantar.

(Laercon Blues Man) 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Inspiração

Eu não sou poéta, do mesmo modo que não sou um “artista dos quadrinhos”, eu posso dizer que estou apenas no meio dos que gostam de fazer essas duas atividades, porem sem nenhum esquema acadêmico por trás. Eu posso estar até errado, mas acho que ninguém aprende arte nas escolas, as escolas podem até aperfeiçoar o que o artista já tem como inspiração o resto é somente inspiração mesmo, e é assim que eu sempre hajo, na base da inspiração.