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quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Grilo



O grilo

Que coisa mais esquisita vou contar
Um amigo me chamou, para ouvir um grilo cantar
Naquele velho deposito de um mercado ao qual trabalhamos
Era raro ver um grilo cantando
Meu amigo alegre no trabalho vai me chamar, para ouvir um grilo cantar
Achei estranho o convite, mas aceitei prontamente
Afinal, não era freqüente alguém me convidar
Para ouvir um grilo cantar.
Falou-me melancolicamente, da onda freqüente
De o mundo desmatar.
Destruição das florestas, moradas dos animais, reino natural
Dos bichos e grilos.

Que coisa mais esquisita vou contar
Um amigo me chamou, para ouvir um grilo cantar
Falei-lhe que em minha infância
No bairro onde ainda moro, no tempo em que era simplório
Havia lagoas, rãs e sapos
E eu me divertia ao dormir, ouvindo os sapos cantarem
Hoje naquele velho deposito de um mercado ao qual trabalhamos
Ouvimos o triste soluçar
De um grilo cantar.

(Laercon Blues Man) 

4 comentários:

FSB disse...

Na ordem esmagadora do progresso não há espaço para a beleza da simplicidade

Alexandre Mendes disse...

Mui reflexivo!

Reviragita Poesia disse...

É... e pensar que isso acontecia há não muito tempo assim... Enquanto alguns reflete, se preocupam, defendem a natureza, outros nem se quer ficam grilados (gíria do meu tempo).

A wild Garden disse...

Deve ser o Cricket day! Tava bem vendo o episódio do grilo no Big bang Theory quando deu uma saudade e caí aqui e dei de cara com o teu grilo!
Laerçon desenhando, cantando ou escrevendo é sempre legal!