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domingo, 26 de junho de 2011

Um Poema by Cecilia Fidelli


Só envelhecemos, quando vemos na vida,
apenas sofrimentos muito grandes.
Quando ignoramos que só o tempo
é o remédio mais eficaz pra todos os males.
Só envelhecemos, quando só temos lágrimas
e não sorrisos para oferecer.
Quando não aprendemos a ser compreensivos.
Só envelhecemos, quando trocamos a paz íntima,
pela insatisfação total e preservamos a vaidade.
Quando estamos morrendo pensando
em prestar contas e em acertar contas.
Só envelhecemos, quando temos pensamentos
mórbidos de fracasso$ e não reconhecemos
que sair derrotado da vida,
é não termos perdoado alguém,
ou não soubemos pedir perdão.
Só envelhecemos, quando não temos
consciência de que nada trouxemos ao
mundo quando chegamos, que nada
nos pertence, nada, e que é assim
que mais dia, menos dia vamos deixá-lo.
Só envelhecemos quando juntamos
apenas referências da juventude
mas não conservamos nosso espírito jovem.
Só envelhecemos, se não nos conduzirmos
por estradas que nos transformem
para melhor.
Só envelhecemos, quando não achamos mais graça
em jogar conversa fora, em catar conchinhas
na beira da praia, quando não consultamos mais
as crianças, sobre as ingenuidades da vida.
Só envelhecemos, quando nos sentimos
literalmente velhos.
Quando olhamos no espelho e só vemos beleza,
nas mãos de um cirurgião plástico.
E isso, certamente, nem depende de idade.
Só envelhecemos quando colocamos a mente
em lugar errado, em hora errada.
E ainda, só envelhecemos,
quando não esperamos mais pelo amanhã.
(Cecília Fidelli) 

4 comentários:

Alexandre Mendes disse...

Nunca li algo escrito pela Cecília que não me faça refletir!

Reviragita Poesia disse...

Mais uma inspiração:
(Para o número um dos blogs)

Um sorriso amarelo
e a vontade de não dar
nem mais um passo.
Filosofia,
ainda que diminuta
é essencial.
O eco do coração,
é o começo de mais um
turbilhão qualquer.
Livrar-se dele
na brisa da nostalgia, é isso.
Conservar
ainda que um leve sorriso.
Passadas as horas,
um novo brilho.
Irriquietas borboletas...
Bicho estiloso.
Bicho lindo!
Irriquietas borboletas,
tentando escolher flores ao vento.
Aguardamos nossas asas
pra desvendarmos
os segredos do universo.
Mas, cada um em seu cazulo,
sonha um sonho morno.
Desgastes, interrogações.
É assim que é.
E pronto.

Cecília Fidelli

Reviragita Poesia disse...

Estão abertas, desde o mês de abril,
as inscrições para o prêmio Top Blog 2011,
que seleciona os melhores blogs que estão na rede.
"Neste ano, estamos com 25 categorias,
dez a mais do que no ano passado'',
afirma Ivo Marçal, coordenador da premiação.
Os blogueiros têm até o dia 30 de setembro
para se inscrever.
Entre as categorias, estão Humor, Moda e Beleza,
Música, Literatura e Celebridade.

No ano passado,
mais de 15 mil blogs participaram da disputa
pelos prêmios do júri acadêmico e do júri popular.
"Esperamos 30 mil inscrições para este ano'',
conta o coordenador.

Outra novidade é um espaço onde o internauta
pode fazer cursos à distância sobre gerenciamento de blogs.
"Queremos mostrar como fazer com que o seu blog
se torne um negócio'', explica.
"Teremos vários cursos, gratuitos,
que ensinarão a fazer com que o blog seja rentável.''

Em 11 de outubro,
será divulgada uma lista dos cem blogs
mais votados pelo júri popular (internautas)
e pelo técnico (2.000 blogueiros selecionados pelo Top Blog)
em cada categoria.
Na segunda fase, que acaba em 22 de novembro,
dentre os selecionados, haverá a eleição dos três melhores.
A divulgação dos finalistas, via site oficial e Twitter,
será em 29 de novembro.
Os segundos e terceiros lugares levam um selo para o blog
e um certificado.
Os primeiros ainda ganham um troféu.
A premiação será em 16 e 17 de dezembro.





http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=6&n=12446,

Reviragita Poesia disse...

Perder a vida.

Em um largo rio, de difícil travessia,
havia um barqueiro
que atravessava as pessoas
de um lado para outro.
Em uma das viagens,
iam um advogado
e uma professora.
Como quem gosta de falar muito,
o advogado pergunta ao barqueiro:
Companheiro, você entende de leis?
Não – Responde o barqueiro.
E o advogado compadecido:
É pena, você perdeu metade da vida!
A professora, muito social,
entra na conversa:
­-Seu barqueiro, sabe ler e escrever?
Também não – Responde o remador.
Que pena! – Diz a mestra!
– Você perdeu metade da vida!
Nisso chega uma onda
muito grande e vira o barco.
O canoeiro preocupado, pergunta:
Vocês sabem nadar?
Não! – Respondem eles ràpidamente.
Então é uma pena – Diz o barqueiro.
– Vocês perderam toda a sua vida!

Conclusão:

"Não há saber mais
ou saber menos: Há saberes diferentes!"
Pense nisso e valorize todas as pessoas.
Com cada uma delas,
temos sempre algo a aprender.

- Desconheço a autoria -