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terça-feira, 24 de abril de 2012

Só culpo o abandono


Só culpo o abandono

Por favor, não me olhes
Com ares de desprezo
Se sou assim, só culpo o abandono
Só a garrafa, é minha companheira
Que contém o liquido
Que acaba minha vida.
Por favor, não me olhes,
Com ares de desprezo
Se sou assim, só culpo o abandono
Só a garrafa, é minha companheira
Que mata
Que destrói
Que acaba minha vida!
(Laerçon J. Santos 14.12.82)

2 comentários:

Rogeblow disse...

Apesar de vc ter feito esse poema nos anos 80 ele ainda é bem atual, o que é uma pena.

Cecilia Fidelli disse...

Alcoolismo...
Bem sei que destrói.
Destruiu o poeta Vitor Camargo.
Eu presenciei a loucura desse vício.
Muito triste.